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quinta-feira, 3 de novembro de 2011



Oração a Nossa Senhora do Bom Parto


Ó Maria Santíssima,

vós, por um privilégio especial de Deus, fostes isenta da mancha do pecado
original,

e devido a este privilégio não sofrestes os incómodos da
maternidade,

nem ao tempo da gravidez e nem no parto;

mas compreendeis perfeitamente as angústias e aflições das pobres mães que esperam um
filho, especialmente nas incertezas do sucesso ou insucesso do parto.
Olhai para mim, vossa serva, que na aproximação do parto,

sofro angústias e incertezas.

Dai-me a graça de ter um parto feliz.

Fazei que meu bebê nasça com saúde, forte e perfeito.

Eu vos prometo orientar meu filho sempre pelo caminho certo,

o caminho que o vosso Filho, Jesus, traçou para todos os homens, o caminho do bem.


Virgem, Mãe do Menino Jesus,

agora me sinto mais calma e mais tranquila porque já sinto a vossa maternal proteção.

Nossa Senhora do Bom Parto, rogai por mim!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Nasce uma mãe...

Vídeo lindo!

Até chorei, rs, vale a pena compartilhar com vocês!

Beijos Ká








segunda-feira, 2 de maio de 2011

Estar grávida é...


♥♥ ESTAR GRÁVIDA É...

Ler 50 vezes o resultado positivo do exame para ter certeza que está correto...
Ficar chocada ao saber que uma gestação dura 40 semanas e não nove meses como todo mundo diz por aí...

Se pegar imaginando, por horas a fio, como será os olhos, os cabelos e a pele do filho que vai chegar...

Torcer, e muuuuuuito, para que ele (a) nasça perfeitinho...

Nunca mais dizer "ai, se fosse meu filho” quando encontrar uma criança tendo acessos de birra no corredor de um shopping center...

Sair na rua e só enxergar mulheres grávidas...

Ter sono, muito sono...

Esperar ansiosamente pelo dia do ultrassom, e assim que sair de lá, esperar ansiosamente pelo próximo...

Aprender a enxergar o filho nas manchas de uma ultra-sonografia...

Ler muito sobre gravidez, pular o capitulo do parto (pois ainda é muito cedo pra se preocupar)...

Ir ao shopping e desejar apenas coisinhas para o filho (a)...

Ficar muito esquisita e descobrir uma incrível capacidade de sentir todas as emoções em uma hora...

Acordar várias vezes de madrugada para fazer xixi...

Reparar que seu marido fica muito mais interessante como pai do seu filho e perceber que foi o único homem capaz de te presentear com tamanha alegria...

Rir sozinha ao sentir o bebê mexer, mesmo que ele (a) te acorde várias vezes durante a noite, porque você não está numa posição confortável para ele (a) ...

Acreditar num mundo melhor...♥♥

terça-feira, 19 de abril de 2011

Ser mãe...




A missão de ser mãe quase sempre começa com alguns meses de muito enjôo, seguido por anseios incontroláveis por comidas estranhas, aumento de peso, dores na coluna, o aprimoramento da arte de arrumar travesseiros preenchendo espaços entre o volume da barriga e o resto da cama.

Ser mãe é não esquecer a emoção do primeiro movimento do bebezinho dentro da barriga.

O instante maravilhoso em que ele se materializou ante os seus olhos, a boquinha sugando o leite, com vontade, e o primeiro sorriso de reconhecimento.

Ser mãe é ficar noites sem dormir, é sofrer com as cólicas do bebê e se angustiar com os choros inexplicáveis: será dor de ouvido, fralda molhada, fome, desejo de colo?

É a inquietação com os resfriados, pânico com a ameaça de pneumonia, coração partido com a tristeza causada pela morte do bichinho de estimação do pequerrucho.

Ser mãe é ajudar o filho a largar a chupeta e a mamadeira. É levá-lo para a escola e segurar suas mãos na hora da vacina.

Ser mãe é se deslumbrar em ver o filho se revelando em suas características únicas, é observar suas descobertas.

Sentir sua mãozinha procurando a proteção da sua, o corpinho se aconchegando debaixo dos cobertores.

É assistir aos avanços, sorrir com as vitórias e ampará-lo nas pequenas derrotas. É ouvir as confidências.

Ser mãe é ler sobre uma tragédia no jornal e se perguntar: E se tivesse sido meu filho?

E ante fotos de crianças famintas, se perguntar se pode haver dor maior do que ver um filho morrer de fome.

Ser mãe é descobrir que se pode amar ainda mais um homem ao vê-lo passar talco, cuidadosamente, no bebê ou ao observá-lo sentado no chão, brincando com o filho.

É se apaixonar de novo pelo marido, mas por razões que antes de ser mãe consideraria muito pouco românticas.

É sentir-se invadir de felicidade ante o milagre que é uma criança dando seus primeiros passos, conseguindo expressar toscamente em palavras seus sentimentos, juntando as letras numa frase.

Ser mãe é se inundar de alegria ao ouvir uma gargalhadinha gostosa, ao ver o filho acertando a bola no gol ou mergulhando corajosamente do trampolim mais alto.

Ser mãe é descobrir que, por mais sofisticada que se possa ser, por mais elegante, um grito aflito de mamãe a faz derrubar o suflê ou o cristal mais fino, sem a menor hesitação.

Ser mãe é descobrir que sua vida tem menos valor depois que chega o bebê.

Que se deseja sacrificar a vida para poupar a do filho, mas ao mesmo tempo deseja viver mais º não para realizar os seus sonhos, mas para ver a criança realizar os dela.

É ouvir o filho falar da primeira namorada, da primeira decepção e quase morrer de apreensão na primeira vez que ele se aventurar ao volante de um carro.

É ficar acordada de noite, imaginando mil coisas, até ouvir o barulho da chave na fechadura da porta e os passos do jovem, ecoando portas adentro do lar.

Finalmente, é se inundar de gratidão por tudo que se recebe e se aprende com o filho, pelo crescimento que ele proporciona, pela alegria profunda que ele dá.

Ser mãe é aguardar o momento de ser avó, para renovar as etapas da emoção, numa dimensão diferente de doçura e entendimento.

É estreitar nos braços o filho do filho e descobrir no rostinho minúsculo, os traços maravilhosos do bem mais precioso que lhe foi confiado ao coração: um Espírito imortal vestido nas carnes de seu filho.

* * *

A maternidade é uma dádiva. Ajudar um pequenino a desenvolver-se e a descobrir-se, tornando-se um adulto digno, é responsabilidade que Deus confere ao coração da mulher que se transforma em mãe.

E toda mulher que se permite ser mãe, da sua ou da carne alheia, descobre que o filho que depende do seu amor e da segurança que ela transmite, é o melhor presente que Deus lhe deu.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Eterno




Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata....
Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.

Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...

Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...

Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como o "bonzinho" não é bom . .
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso...
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais... Enfim...

Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para dizer tudo o que tem que ser dito...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutar para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O tamanho de uma pessoa...

O tamanho de uma pessoa varia conforme o grau de envolvimento.

Uma pessoa é enorme para ti, quando fala do que leu e viveu,
quando te trata com carinho e respeito, quando te olha nos olhos e sorri.

É pequena para ti quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas:


A Amizade

O Carinho

O Respeito

O Zelo e até mesmo o Amor...

Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto com você. E pequena quando desvia do assunto.
Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.

Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas.

Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.

Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos.

Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações.

Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma.

O egoísmo unifica os insignificantes.

Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande...

...É a sua sensibilidade, sem tamanho...


William Shakespeare


sábado, 15 de janeiro de 2011

Coisas que perdi!


Sinto falta de coisas que perdi...

Sinto falta das coisas que perdi. Do lugar onde eu nasci, do colégio em que estudei, amigos vão sem se despedir.
Sinta falta dos bons momentos que não poderei reviver.

Sinto saudade do tempo que passou e que não voltará mais.
Das pessoas que o tempo me levou, das amizades que foram desfeitas, das risadas que foram dadas.
Sinto falta dos sonhos sonhados que hoje em dia se tornaram desilusões.

Sinto falta inclusive de quem eu era, contraditório ou não, é como se hoje em dia eu não fosse a mesma pessoa daquele tempo.

Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.

Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades.
Sinto saudades de coisas que tive e de outras que não tive mas quis muito ter!
Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro.

De repente a gente vê que perdeu ou está, perdendo alguma coisa.

Morna e ingênua que vai ficando no caminho.

Celso H.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A dor que dói mais


Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, dóem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que já morreu.
Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos.
Dóem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã.
Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é não saber.
Não saber mais se ele continua se gripando no inverno.
Não saber mais se ela continua clareando o cabelo.
Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu.
Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.

Saudade é não saber.
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber.
Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.

Martha Medeiros

domingo, 28 de novembro de 2010

Tinha de ser justo amor, meu Deus?



Podia ser só amizade, paixão, carinho, admiração, respeito, ternura, tesão. Com tantos sentimentos (...) tinha de ser justo amor, meu Deus?


[...Hora de virar a página, ensaiar o sorriso mais bonito, recompor o coração e ensina-lo a bater novamente.
Mágoas, rancores e decepções são deixados de lado na medida em que percebemos que o mundo não pára pra esperar a gente acordar e decidir viver.
Tudo simples, nada fácil.
Só quem cai e se machuca sabe o tamanho do seu ferimento, o tempo que levará pra cura-lo, o quanto dói...]



[...De qualquer forma, não esqueça das seguintes verdades:
Não faça nada que não te deixe em paz consigo mesma;
Cuidado com o que anda desabafando;
Conte até três (tá certo, se precisar, conte mais);
Antes só do que muito acompanhado;
Esperar não significa inércia, muito menos desinteresse;
Renunciar não quer dizer que não ame;
Abrir mão não quer dizer que não queira;
O tempo ensina, mas não cura...]

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Sonho interrpompido




Desencantamento louco, desilusão...

O que se passa em meu coração!

Fazer o que se gosta ou fazer o que se deve

Nem tudo é como se parece


Confusão de sentimentos, impotência

O mundo é injusto, até com tem tenta

Tantos esforços, lágrimas

Tudo em vão, preconceituosas é o que as pessoas são


Conteúdo é luxo, casca vazia é o que há

Futilidades, nem te deixam sonhar...

Um sonho se partiu

E a realidade dura surgiu


Voltando ao solo firme

Aqui viu eu,

Mas nunca desistirei do que é meu!!!
Autoria: Karen Cristina Domingos Navarini

Experimente me amar...




Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir.

Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar.

Acordo pela manhã com ótimo humor mas ... permita que eu escove os dentes primeiro.

Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais.

Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude.

Eu saio em conta, você não gastará muito comigo.

Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa.

Respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. ( Então fique comigo quando eu chorar, combinado?). Seja mais forte que eu e menos altruísta!

Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço.

Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pêlos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade.

Leia, escolha seus próprios livros, releia-os.

Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos.

Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste.

Não seja escravo da televisão, nem xiita contra.

Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.

Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ...

Goste de música e de sexo. goste de um esporte não muito banal.

Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia... isso a gente vê depois ... se calhar ...

Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora.

Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos.

Não me conte seus segredos ... me faça massagem nas costas.

Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções.

Me rapte! Se nada disso funcionar ... experimente me amar!"


Martha Medeiros

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Para viver um grande amor

Vinícius de Moraes
Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e riso

Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois
ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.


Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e
ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo
uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma
espada — para viver um grande amor.


Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho
amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande
amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja
apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o
grande amor.


Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de
que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois
quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa
imensa, indizível liberdade que traz um só amor.


Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.


Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é
preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar
sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também,
amortalhada no seu finado amor.


É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito
mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do
que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a
esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...


Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas,
molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de
melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica
e gostosa farofinha, para o seu grande amor?


Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto
e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É
preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a
mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o
amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem
covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.


É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e
ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.


Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Presente

Autoria: Erica Rosa Anastácio





Nasce um novo dia!

Hoje a vida lhe oferece a oportunidade de fazer tudo novo... onde cada segundo é tempo para mudar tudo para sempre...

Você faz as escolhas!

Está um lindo dia lá fora, não o deixe escapar!

Permita-se viver mais, sentir mais, conhecer mais, compreender mais, ajudar mais, surpreender mais...

Permita-se errar vez ou outra também, não se preocupe, você não terá nunca do que se envergonhar se raciocinar e aprender!


Preocupe-se menos em agradar á todos, importe-se mais em fazer e querer o bem da maioria...

Faça todas as coisas necessárias para que você se transforme no melhor que pode ser e que vc alcance, que vc realize... e quando alcançar seus méritos que vc não deixe de cultivar jamais a sua humildade!!!

Leia mais, estude mais, queira mais de você mesmo, isso é bom, acredite... mas jamais subestime a inteligência das pessoas...

“Ninguém nunca será tão sábio que não tenha o que aprender, nem tão ignorante que não tenha o que ensinar”...

Acredite mais em sua própria capacidade e também na capacidade dos outros...

Tenha sonhos, deixe sua mente viajar... mas, crie a sua realidade á passos firmes e escolha o melhor caminho, pois para quem não tem destino certo e não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve...

Construa seus alicerces e confie em tudo o que você acredita... mas, não ignore as crenças alheias...

Se encontre, se supere, tenha opinião, tenha posição... mas, procure não se confundir, a tua verdade não é meramente a que pondera!

Esteja certo, o que de fato tem valor nessa vida são os seus princípios, esqueça o resto!

Engane-se, volte atrás, mude de idéia muitas... e muitas outras vezes... se prestar mais atenção nos detalhes verá que toda história tem sempre 2 lados, reflita um pouco mais!!!

Aceite as pessoas como elas são, não tente corrigir defeitos... ninguém sabe em qual defeito se apóia o seu edifício inteiro...vc tb os tem!

Olhe mais para dentro de você, isto é ser grande e sábio!

Desista de tentar mudar o mundo...

Você poderá decidir sobre agir ou ser como quiser...

Mas não poderá jamais interferir nos planos e na vontade de DEUS...

Ele tudo conhece, tudo ouve, tudo vê, tudo pode...

segunda-feira, 12 de julho de 2010

O amor maduro




O amor maduro não é menor em intensidade. Ele é apenas quase silencioso. Não é menor em extensão. É mais definido, colorido e poetizado. Não carece de demonstrações: presenteia com a verdade do sentimento. Não precisa de presenças exigidas: amplia-se com as ausências significantes.

O amor maduro somente aceita viver os problemas da felicidade. Problemas da felicidade são formas trabalhosas de construir o bem e o prazer. Problemas da infelicidade não interessam ao amor maduro.

O amor maduro cresce na verdade e se esconde a cada auto-ilusão. Basta-se com o todo do pouco. Não precisa nem quer nada do muito. Está relacionado com a vida e a sua incompletude, por isso é pleno em cada ninharia por ele transformada em paraíso. É feito de compreensão, música e mistério. É a forma sublime de ser adulto e a forma adulta de ser sublime e criança. O amor maduro não disputa, não cobra, pouco pergunta, menos quer saber. Teme, sim. Porém, não faz do temor, argumento. Basta-se com a própria existência. Alimenta-se do instante presente valorizado e importante porque redentor de todos os equívocos do passado. O amor maduro é a regeneração de cada erro. Ele é filho da capacidade de crer e continuar, é o sentimento que se manteve mais forte depois de todas as ameaças, guerras ou inundações existenciais com epidemias de ciúme.

O amor maduro é a valorização do melhor do outro e a relação com a parte salva de cada pessoa. Ele vive do que não morreu mesmo tendo ficado para depois. Vive do que fermentou criando dimensões novas para sentimentos antigos, jardins abandonados cheios de sementes. Ele não pede, tem. Não reivindica, consegue. Não persegue, recebe. Não exige, dá. Não pergunta, adivinha. Existe, para fazer feliz. Só teme o que cansa, machuca ou desgasta.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Pai

"Porque onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração..." (Mt 6:21)

"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu"



Saudades

Não: já não falo de ti, já não sei, se de saudades. Feche-se o coração como um livro, cheio de imagens, de palavras adormecidas, em altas prateleiras, até que o pó desfaça o pobre desespero sem força, que um dia, pode ser, parece tão terrível.

A aranha dorme em sua teia, lá fora, entre a roseira e o muro.
Resplandecem os azulejos- e tudo quanto posso ver. O resto é imaginado, e não coincide, e é temerário cismar.

Talvez se as pálpebras pudessem
inventar outros sonhos, não de vida... Ah! rompem-se na noite ardentes violas, pelo ar e pelo frio subitamente roçadas. Por onde pascerão, nestes céus invioláveis, nossas perguntas com suas crinas de séculos arrastando-se...

Não só de amor a noite transborda mas de terríveis
crueldades, loucuras, de homicídios mais verdadeiros.
Os homens de sangue estão nas esquinas resfolegando,
e os homens da lei sonolentos movem letras sobre imensos papéis que eles mesmos não entendem...

Ah! que rosto amaríamos ver inclinar-se na aérea varanda?
Nem os santos podem mais nada. Talvez os anjos abstratos da álgebra e da geometria.

Cecília Meireles


Amizade....


Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos...


Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...


Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados...


Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo...


Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!


A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos...


Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo...


Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...


Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!!


(Vinicius de Moraes)

quinta-feira, 18 de março de 2010

Roubo ou Furto?

Para se roubar um coração


Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que
ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto, não se
alcança o coração de alguém com pressa.

Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado. Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente. Conquistar um coração de verdade dá trabalho, requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança.

É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade. Para se conquistar um coração definitivamente tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos.

Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes, que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago.

...e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele, vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco. Uma metade de alguém que será guiada por nós e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração. Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria.

Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que?
Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós.
Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a
sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos
roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava.
... e é assim que se rouba um coração, fácil não?
Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade, a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então!

E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem
que nunca mais conseguiram amar alguém... é simples... é porque
elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu
peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de
contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande
amor repartirá o dele com você.

(por Luis Fernando Veríssimo)

quinta-feira, 4 de março de 2010

Quando você chegar...


Quando você chegar, meu coração saberá te reconher

Com um simples olhar meu, irá te revelar que você é a pessoa pela qual eu esperei por toda a minha vida

E o brilho desse olhar será mais intenso que as milhões de estrelas que você cultivou no teu céu para me dar

Um olhar tão complexo, decodificados em sinais que só o teu pensamento tem acesso...

Meus lábios inconscientemente esboçarão um sorriso brilhante e verdadeiro ao pensar em você, talvez esse seja o sorriso mais puro que você já presenciou...

Meus sensíveis ouvidos farão meu corpo todo sinalizar em forma de tremor ao captar os sons mágicos do tom que sua voz transmite no ambiente

E esse tremor é tão intenso que me apavora, só não mais do que as batidas descompassadas do meu coração e a sensação de mil borboletas voando em sintonia dentro do meu estômago ao te ver.

Quando você chegar, minha voz ganhará a sublime delicadeza dos corais angelicais e poderei cantar pra ti todas as canções de amor que ficaram guardadas na minha memória

Enfim poderei te dizer todas as frases lindas que colecionei por tantos anos, juntamente com aqueles poemas tão intensos que guardei, e as juras de amor eterno que decorei só pra você

Meu corpo exalará o perfume de todas as flores celestiais, e você terá uma primavera particular à cada abraço meu

Das minhas mãos sairão raios de diferentes cores, que farão você flutuar por alguns instantes com meus toques carinhosos

Saberei que chegou a hora, todos os sentidos do meu corpo, me levarão até você de alguma forma, em uma misteriosa confusão de sensações

Sei que você existe e foi feito pra mim, do jeitinho que eu imagino e que em algum lugar desse mundo também pensa em me encontrar

Só não sei como, onde e nem quando, mas isso não importa

Enquanto isso, eu fico com meus sonhos a te imaginar, pensando em como seria bom deitar do teu peito, gargalhar das suas piadas sem graça, partilhar meus segredos, sentir seu perfume delicioso, e seu abraço que me envolve, fazendo o mundo girar devagar

Essa espera também é deliciosa e por isso não tenho pressa...


Karen C. D. Navarini

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Rasteiras que a vida te dá....


'A vida te dá uma rasteira.

Você cai, tropeça, o sonho borra a maquiagem, o coração se espalha.

Você sente dor, perde o rumo, perde o senso e promete: paixão, nunca mais.

Você sente que nunca irá amar alguém de novo, que amor é conversa de botequim, ilusão de sentido, que só funciona direito para fazer música, poesia e roteiro de cinema.

E você inventa. Um amor pra distrair.

Um amor pra ins-pirar.

Um amor pra trans-pirar.

Uma paixão aqui, um quase-amor ali.

Ainda bem que existem amigos para amar, abraçar, sorrir, cantar, escrever em recibos e tirar fotos bonitas.

E a vida segue. Feliz.

Sua imaginação te preenche, seus amigos te dão colo, vodka e dias incríveis.

Aí do nada ele surge. Ele.

Ele que é diferente de tudo. Ele que é tudo. Mas tudo não existe. Ele sim. Ele existe.

E gosta de poesia, de praia, de palavras simples e café na cama.

Ele que é lindo. Lindo por fora, mas infinitamente lindo por dentro.

Que tem sonhos molhados, planos no varal e o coração atirado na mala.

Ele que não se parece com nada.

Ele que combina comigo. E não tem medo. Ele não gosta do morno, de mais ou menos, de música feia, nem sentimento pequeno.

Ele que me abriu o verbo, me fez chorar, escancarou o coração, confessou o que não se diz e me sentiu.

Lá de longe, no fim do mundo, ele me sentiu.

Me enxergou por dentro, me chamou de anjo, disse que eu sorria lindo e me deixou tímida.

E me mandou músicas lindas, versos lindos, devolveu minha esperança, me fez querer acreditar de novo.

Ele que não gosta de jogo, que tem o sorriso mais lindo do mundo, que não pára nunca de sorrir e me olhar.

Ele que não pára nunca de se buscar e me encontrar... Ai, pára tudo. Eu quero um All Star porque eu vou casar(!). Eu não gosto de tênis, vivo de salto ou chinelo, mas eu quero um All Star 36 porque eu vou me casar com ele.

Porque planos nem sempre dão certo e a gente tem que ousar e desafiar a razão: eu vivo para sentir.

E eu sinto que quero estar com ele. Agora.

Quero viver com ele na casa de armário pequeno, ter uma filha que não se chama Maria e viver de amor.

Sem medo. Sem planos a longo prazo.

Vou viver e ser. Vou viver, ser e amar. Vou viver, ser, escrever e amar.

Com ele. Até o fim.'


Martha Medeiros

domingo, 20 de dezembro de 2009

Filósofa da vida...

"Sonhe com o que você quiser. Vá para onde você queira ir.
Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida
e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce. Dificuldades
para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana. E
esperança suficiente para fazê-la feliz.



"Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram.
Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição.
Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés.
Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido.
Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer."


"Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras.
Sou irritável e firo facilmente.
Também sou muito calmo e perdôo logo.
Não esqueço nunca.
Mas há poucas coisas de que eu me lembre.
Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo."

Clarisse Lispector